Vaginite é uma inflamação dos tecidos da vagina. Quando a vulva (camada de pele que recobre a abertura da vagina) também inflama chama-se vulvovaginite.
A vaginite pode ocorrer em mulheres de todas as idades.
Como ocorre?
A vaginite pode ser causada por diversos organismos que infectam a vagina e também por substâncias irritantes, tais como o sabonete ou talco.
Alguns microorganismos que causam a vaginite são sexualmente transmissíveis.
São exemplos desses microorganismos que infectam a vagina:
- Um fungo chamado Candida albicans produz um corrimento espesso e esbranquiçado.
- Um protozoário (uma classe de animais microscópicos) denominado Tricomonas vaginalis que causam um corrimento vaginal espumoso e mal cheiroso.
- O crescimento exagerado de uma bactéria que normalmente é encontrada na vagina saudável pode gerar um corrimento mal cheiroso que lembra peixe estragado.
A vaginite também pode ser causada devido ao estresse psicológico, má higiene e vários outros irritantes, incluindo:
-Preservativos e diafragmas.
-Cremes, espumas e gel espermicida.
-Produtos de higiene íntima, tais como desodorantes íntimos ou talcos.
-Duchas
-Roupas que retém a transpiração tais como meia-calça de nylon e semelhantes.
-Absorventes internos
-Objetos eróticos
-Lesão física da área da vagina.
Diagnóstico
O diagnóstico é obtido em exames realizados no consultório e laboratório que podem incluir a análise do corrimento vaginal, exame de urina e diversas culturas.
Objetivo do tratamento é eliminar os microorganismos ou irritantes que estejam causando os sintomas.
Endometriose é uma doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e que consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação.
Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas ( atrás do útero ), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto ), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga, e parede da pélvis.Cerca de 40% das mulheres com o problema são inférteis.
Incidência:
a)10% a 15% das mulheres em geral sofrem do problema;
b)25% das mulheres acima de 35 anos têm endometriose;
c)Em 79% dos casos, o tecido se instala nos ovários;
d)Mulheres brancas, acima dos 20 anos, têm maiores chances de sofrer de endometriose.
Pigmentos: (do latim "pigmentum") - Substâncias de composição química e cores próprias, amplamente espalhadas na natureza, também encontradas nas células e tecidos, sob a forma de grânulos, alguns com importantes funções, mas que em determinadas circunstancias podem constituir cause ou efeito de alterações funcionais.
Pigmentos endógenos:Oriundos de substancias que fazem parte da organização corporal, sendo produtos específicos da atividade celular. Substancia corada que é produzida dentro e pelo próprio organismo.
Pigmentos exógenos:Oriundos do exterior, que introduzidos no organismo por ingestão, inalação ou inoculação, se depositam nos tecidos, funcionando como corpos estranhos, sendo fagocitados por macrófagos ou drenados por vasos linfáticos.
Os distúrbios da pigmentação decorrem de:
Alterações na formação do pigmento (hiper ou hipoprodução);
Alterações na distribuição (localização anormal);
As pigmentações patológicas ocorrem em numero considerável de doenças, mas o pigmento em si raramente ocasiona alterações histofisiológicas significativas (i.e. raramente é causa de problema, é mais um sinal deste!). Exceção: Hemocromatose.
PIGMENTAÇÕES PATOLÓGICAS EXÓGENAS:
De acordo com a via de introdução do pigmento no organismo:
Via inoculação (cutânea):
Tatuagem:Pigmentos exógenos insolúveis (nanquim, carvão, etc), introduzidos por agulha com propósitos decorativos ou identificadores. Histologicamente o pigmento é visto como pequenos grânulos fagocitados por histiócitos ou retidos no tecido conjuntivo fibroso.
Via ingestão (oral):
Argirismo ou argiria:Intoxicação com sais de prata ("Argentum"); mais comumente associada à administração excessiva e prolongada durante o já' ultrapassado tratamento de cistites, coccidioses e oftalmias; com deposição nos glomérulos renais, glândulas sudoríparas e sebáceas e derme superficial de complexos prata - proteína, produzindo uma pigmentação cinzenta azulada permanente na pele e mucosa oral.
Plumbismo ou saturnismo: Intoxicação com sais de chumbo ("Plumbum"); mais comumente associada à ingestão de capins contaminados com fumaça de fundições ou com água poluída por minas de chumbo; com deposição de sulfeto de chumbo nos ossos (principalmente no fêmur) e na mucosa oral odonto - gengival produzindo uma linha escura -"Linha do chumbo", alem de graves lesões no sistema hematopoiético, no SNC e nos rins.
Pigmentação bismútica: Intoxicação com sais de bismuto; mais comumente associada ao tratamento com compostos bismúticos ou como doença profissional; com deposição de sulfureto de bismuto principalmente nas gengivas com o aparecimento da "linha bismútica".
Carotenose ou Lipocromatose exógena: A ingestão excessiva de pigmentos vegetais (caroteno, xantofila, etc...) lipossolúveis (cromolipídeos ou lipocromos exógenos) determina coloração amarelo - pálido na pele e vísceras, sem efeitos deletérios conhecidos. É freqüente em eqüinos e bovinos jérsei e guernsey (cuja gordura é mais amarelada) e em aves cuja ração tenha sido adicionados pigmentos como aditivos (com propósito$ comerciai$). As células que mais captam tais pigmentos são as células epiteliais da adrenal, dos testículos e da vesícula seminal, as luteínicas do corpo lúteo, as células de Kupffer do fígado, as células ganglionares e os adipócitos. A quantidade de carotenóide nos tecidos variam conforme a espécie e está na dependência da eficiência relativa na conversão de caroteno para vitamina A. A carotenose deve ser diferenciada da icterícia e da esteatose com base na seguinte prova:
Aneurisma é uma dilatação anormal, localizada e permanente de uma artéria como conseqüência de um enfraquecimento de sua parede, ou de uma solicitação anormal sobre a estrutura normal da parede da artéria. Essa dilatação vai aumentando pela tensão na parede da aorta. Existe uma lei da Física, "Lei de Laplace", que explica essa dilatação: "A tensão na parede de um tubo é igual a pressão do conteúdo líquido, multiplicado pelo raio do tubo", (T=PxR). A priori, qualquer artéria do corpo pode apresentar um aneurisma.
O que é o aneurisma da aorta abdominal?
É o aneurisma localizado na aorta abdominal infra-renal, ou seja, na parte da aorta situada entre as artérias renais, e sua bifurcação em artérias ilíacas. É o tipo de aneurisma que ocorre na prática médica com maior freqüência
O que causa o aneurisma da aorta abdominal?
Geralmente (cerca de 95% dos casos) o AAA ocorre abaixo das artérias renais, e usualmente está associado à doença aterosclerótica da aorta. Entretanto, as observações clínicas, estudos genéticos e análises bioquímicas mais recentes, indicam que o aneurisma se desenvolve por uma alteração do sistema conjuntivo da parede arterial (elemento que forma parte da parede das artérias).
Quais são os fatores de risco da doença?
Os principais fatores de risco são o tabagismo, hipertensão arterial e a doença obstrutiva crônica pulmonar.
Quais são os sinais e sintomas do aneurisma da aorta abdominal?
Os aneurismas de aorta abdominal evoluem, na maioria das vezes, silenciosamente, pois não causam qualquer sintoma, e são descobertos durante um exame clínico ou estudo abdominal por métodos não invasivos como raio-X, ultra-som etc. Normalmente os sintomas aparecem quando o aneurisma fica muito grande, causando a "sensação de coração batendo na barriga", ou quando comprimem e corroem estruturas vizinhas, causando "dor e desconforto abdominal".
O que acontece se o aneurisma não for tratado?
O Aneurisma da Aorta Abdominal quando não tratado evolui para rotura podendo apresentar todo o quadro descrito anteriormente. Quando a aneurisma rompe, muitos dos pacientes morrem antes de chegar ao hospital e, dos que chegam ao hospital e conseguem ser operados, somente cerca de 30% sobrevivem à cirurgia.
O mal de Alzheimer, ou doença de Alzheimer ou simplesmente Alzheimer é a forma mais comum de demência. Esta doença degenerativa, até o momento incurável e terminal, foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, de quem herdou o nome.Cada paciente de Alzheimer sofre a doença de forma única, mas existem pontos em comum, por exemplo, o sintoma primário mais comum é a perda de memória. Muitas vezes os primeiros sintomas são confundidos com problemas de idade ou de estresse. Quando a suspeita recai sobre o Mal de Alzheimer, o paciente é submetido a uma série de testes cognitivos. Com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas como confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade. As suas funções motoras começam a perder-se e o paciente acaba por morrer.
A base histopatológica da doença foi descrita pela primeira vez pelo neuropatologista alemão Alois Alzheimer em 1909, que verificou a existência juntamente com placas senis (hoje identificadas como agregados de proteína beta-amilóide), de emaranhados neurofibrilares (hoje associados a mutações e consequente hiperfosforilação da proteína tau, no interior dos microtúbulos do citoesqueleto dos neurónios). Estes dois achados patológicos, num doente com severas perturbações neurocognitivas, e na ausência de evidência de compromisso ou lesão intra-vascular, permitiram a Alois Alzheimer caracterizar este quadro clínico como distinto de outras patologias orgânicas do cérebro, vindo Emil Kraepelin a dar o nome de Alzheimer à doença por ele estudada pela primeira vez, combinando os resultados histológicos com a descrição clínica
A angina de peito ou angor pectoris é uma dor no peito devida ao baixo abastecimento de oxigénio (isquemia) ao músculo cardíaco; geralmente é devida à obstrução ou espasmos (contrações involuntária de um músculo, grupo de músculos ou órgão) das artérias coronárias (os vasos sanguíneos do coração). As doenças nas artérias coronárias, principal causa de angina, são devidas a aterosclerose nas artérias cardíacas (coronárias). O termo deriva do grego ankhon ("estrangular") e do latim pectus ("peito"), e pode, portanto, ser traduzido como "um estrangulamento do peito".
Ataques de angina que pioram, que ocorrem durante o descanso e que duram mais de 15 minutos podem ser sintomas de angina instável ou mesmo de um infarto do miocárdio (popularmente conhecido por ataque cardíaco).
A maioria dos pacientes com angina queixam-se de desconforto no peito e não dor; o desconforto é habitualmente descrito como pressão, peso, aperto, ardor, ou sensação de choque. Em pacientes com angina ocasional que não têm dores no peito, um eletrocardiograma é tipicamente normal, a não ser que existam problemas cardíacos no passado. Durante a dor podem ser observadas modificações do eletrocardiograma.
Degeneração Walleriana é o termo empregado para degeneração de axônios e suas baínhas de mielina após secção do nervo, geralmente traumática. O material resultante da degeneração da mielina e dos axônios tende a formar enovelados de membranas conhecidas como figuras de mielina.
Estas são encontradas tanto no citoplasma das células de Schwann como em macrófagos que afluem ao local para auxiliar na remoção dos debris.
Degeneração Walleriana: debris de mielina em células de Schwann
Degeneração Walleriana: debris de mielina degenerada formam redemomoínhos de membranas eletrodensas em meio a prolongamentos tumefeitos de uma célula de Schwann. Corte fora da área do núcleo. Sabe-se que é uma célula de Schwann pela membrana basal (inserção, seta). No endonêurio, a presença de membrana basal identifica com segurança uma célula ou parte dela como célula de Schwann. Outro exemplo. O núcleo da célula de Schwann está em cima e à E.
Degeneração Walleriana: debris de mielina em macrófagos. Os macrófagos são reconhecidos pelos pseudópodos finos a toda volta, e pela ausência de membrana basal. Os fibroblastos do endonêurio e células inflamatórias, inclusive macrófagos, são desprovidos de membrana basal.